O QUE É TERAPIA NO MÉTODO ABORDAGEM DIRETA DO INCONSCIENTE?
Estes fatos são descritos e percebidos conscientemente – sem distorções racionalizadas, como códigos existenciais que foram registrados e ficaram gravados no inconsciente humanístico ou intuitivo, exercendo uma forte influência na maneira como esta pessoa sente, interpreta, vivencia e age em outras situações semelhantes ao longo de sua vida.
Cada questão levantada pelo paciente durante o processo terapêutico é trabalhada seguindo uma dinâmica circular e não linear. Inicia-se com a fase diagnóstica, que é realizada por meio de um questionamento específico, que procura objetivar, a partir do fato apreendido e descrito pelo sujeito, o momento particular deste fato (cena), que é percebido como positivo ou como negativo. É a partir destes fatos vividos que o sujeito se posiciona, formulando suas “frases conclusivas” e suas “frases registros” (autoconceitos). A seguir, realiza-se a fase terapêutica, que objetiva uma compreensão mais ampla das situações vividas, possibilitada também pela mesma técnica do questionamento, permitindo a descoberta de novas informações a respeito dos fatos e dos outros envolvidos na questão – autorizando o sujeito a se reposicionar diante do vivido, reformular suas conclusões pessoais, realizando a “decodificação” de seus problemas e sofrimentos. Por fim, reforçam-se os momentos ou as cenas compreendidas pelo sujeito como positivas, com o propósito de motivar e dar um novo sentido para a vida, sustentada sobre os valores e as potencialidades resgatadas pelo próprio sujeito por meio de seu inconsciente intuitivo. Fecha-se o processo circular “testando-se” os resultados, verificando-se a autenticidade e a qualidade do trabalho terapêutico que foi realizado, antes de se continuar o questionamento sobre outra questão. O processo circular, portanto, faz parte da estruturação metodológica da Abordagem Direta do Inconsciente.
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